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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Pá de Cal - Gustavo Ávila

Olá, Devoradores de Livros!

Como vocês estão? Eu terminei de ler mais um livro hoje e vim aqui pra contar pra vocês um pouco sobre ele.

Não é um livro grandão, é um e-book chamado "Pá de Cal" do autor nacional Gustavo Ávila. Ele escreveu "O sorriso da Hiena" e agora disponibiliza para compra pela amazon o livro sobre o qual vim conversar com vocês.

O livro começa asssim: uma pessoa acorda num lugar todo branco (tudo mesmo) e sem memória. Perto de onde ela está, tem uma caixa com seis buracos de fechadura e uma carta acima. Na carta está escrito que ela precisa de todas as outras chaves ao mesmo tempo para abrir e relembrar quem é. Deduzindo, há 6 pessoas em lugares diversos, provavelmente iguais que receberam também a mesma carta e as mesmas instruções. Todos querem ganhar suas lembranças, mas a qual custo?

Nessa história, vemos como Gustavo consegue nos guiar por um mundo diferente, mostrando emoções e sensações, sem se alongar demais nas descrições que muitos não gostam (mas eu até que curto), e sem exagerar na quantidade de diálogos (a dosagem dele é ótima). Mas o mais interessante é o fato de que ficamos com a pulga atrás da orelha: O QUE EU FARIA SE TIVESSE NO LUGAR DELES? Como eu iria agir? Dessa maneira? Como fulano da história, como o outro? Quais seriam as minhas ações? Porque as lembranças são tão importantes? O que eu faria se tivesse sem lembranças? Quem eu sou com minhas lembranças e o que eu seria sem elas? 
Achei o final muito bom. Me fez pensar, me fez ficar com mais perguntas ainda... E deu a maior vontade de ler mais sobre esse universo, desvendar mais! Eu queria saber mais sobre todo mundo, sobre o local, as situações... não sei a motivação era mesmo deixar esse gostinho de "quero mais" ou se o objetivo é tentar um livro maior depois. Se for, por favor, editoras! Vejam isso! É bom demais!

Se você gostou de ler Jogos Vorazes e Divergente, se você gostou da série brasileira 3% (eu adorei e não vejo a hora de ter a 2 temporada)... COM CERTEZA, vai adorar essa história! Pra mim, todo o contexto é muito Black Miror! 
Recomendo. Não vão se arrepender!

Abraços,

Carla Luz



quarta-feira, 21 de junho de 2017

O sorriso da Hiena - Gustavo Àvila

Olá, Devoradores de Livros!


Acabei de ler mais um livro e PUXA VIDA, QUE LIVRO INCRÍVEL! Se chama "O sorriso da Hiena" de Gustavo Ávila pela Editora Verus.

O livro conta a história de um rapaz (David) que foi testemunha do assassinato brutal dos seus pais quando tinha apenas 8 anos de idade. Com o passar do tempo, ele acaba reproduzindo o mesmo tipo de assassinato com crianças da mesma idade no intuito de entender onde a maldade humana começa. Um trauma? Nasceu com ela? Pelas circunstâncias? 
Então há meio que uma "caçada" externa e interna por respostas! E para isso temos o psicólogo William e o detetive Arthur para tentar desvendar esse mistério.
Se eu falar mais coisas eu vou acabar dando spoilers... e isso traria o lado sombrio de muita gente que desejaria a minha morte de maneira muito cruel! hehehehehe

Tenho que dizer que a linguagem utilizada é de fácil entendimento. Não há palavras rebuscadas ou estruturas frasais malucas (pra embolar a língua e o entendimento). Mas isso não significa que não seja profundo. Há três pontos de vista... o narrador não é em primeira pessoa - um fato que eu ADORO - mas o ponto de observação passeio pelas situações vividas por David, por William e por Arthur.

David é o assassino.
William é o psicólogo.
Arthur é o detetive - meu personagem favorito!

Como há mais de um crime realizado da mesma maneira, eu fiquei com receio da descrição das cenas serem todas iguais. O primeiro relato dá até nervoso... aí eu pensei: pô, se ele repetir, não vai ter o mesmo impacto. Ele (Gustavo) não repetiu... então, senti alívio e vi que ele faria tudo de jeitos diferentes. 
Parecia que eu estava junto dos personagens, sofrendo com eles pra tentar desvendar o crime! Não sei se alguém aí já leu e é muito esperto pra desvendar tudo antes do desenrolar da história, mas eu não! Fui pega de surpresa a cada revelação. Falei uns palavrões em voz alta na frente dos outros, mais ao final fiquei "como assim? como assim? Como assim?", larguei o livro e tentei entender sozinha essa parte, mas como não consegui caminhar por mim mesma (eu já disse que sou lerda?), peguei o livro de novo. Nas últimas páginas, eu cheguei a tapar as próximas linhas porque infelizmente eu tenho a mania de ir lendo os diálogos pra correr com a história antes (aí depois eu volto pra entender o todo). Fui tapando pra não me pegar lendo antes pra não estragar... 
Nossa! Eu adorei esse jogo de vai num personagem, vai em outro, você para, tenta montar a cena na sua cabeça, tenta adivinhar o que vai acontecer, percebe que um negocinho "a toa" tem um papel importante... ual! 
Foi uma gratíssima surpresa! Por que você encontra por aí, livros "é, legais", "razoáveis", mas livros surpreendentes, que fazem seus olhos ficarem arregalados, você ir trabalhar pensando na história (andar de bicicleta pra ir e voltar pensando na história), não ver a hora de voltar pra continuar tentando desvendar aquele crime... poxa! Muito bom mesmo! Daria um filme excelente! Já fiquei até tentando pensar qual ator faria melhor o papel de Arthur... Ah! Não vou dar detalhes sobre esse meu personagem preferido... ele tem uma pitada essencial que torna tudo mais legal ainda!

Recomendo pra galera que curte um suspense, um livro que o crime vai sendo desenrolado... mas não um que você tenha que desvendar quem é o criminoso, pois todo mundo já sabe que é o David. Mas um livro que você quer entender os motivos dele, você quer que o detetive o ache, mas que os outros também entendam os motivos, as questões psicológicas que ficam lá na mente...
E a pergunta que fica é a que está na parte de trás do livro - quarta capa - "É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?". O livro não dá uma resposta pra essa pergunta, mas deixa a gente pensando... pensando... e tenho certeza que ainda vou gastar alguns dias pensando nisso e na história!

Leiam. Não irão se arrepender.

Abraços

Carla Luz